Esgana: O que é, quais os sintomas e como se resolve

O que é a esgana e tudo o que precisa saber sobre esta doença

Fevereiro 03, 2020

A esgana é uma doença potencialmente mortal que afeta cães, especialmente cachorros não vacinados. É uma doença de difícil tratamento e altamente transmissível, e por isso mesmo é importante estar atento a todos os sinais.

Esta doença é causada pelo vírus CDV (Canine Distemper Virus) e afeta não só os cães como outros mamíferos selvagens, nomeadamente furões e ursos. No entanto não se trata de uma doença transmissível a pessoas ou gatos.

Este vírus da esgana afeta o sistema digestivo, respiratório e neurológico, causando os mais variados sintomas. Os cães mais afetados são os cachorros entre os 3 e os 6 meses de idade.

Até aos 2 ou 3 meses de idade os cachorros estão protegidos contra certas doenças através dos anticorpos maternos. Esse são ingeridos através do leite materno e conferem então proteção ao sistema imunitário dos cachorros.

Aquando do desmame os níveis de anticorpos começam a baixar gradualmente até os cachorros deixarem de estar protegidos. Nessa altura devem iniciar o plano de vacinação para adquirirem imunidade. E, caso não o façam estão sujeitos a ser infetados com alguma doença.

É importante ter em mente que não há em nenhuma loja de animais online o tratamento para a esgana.

Esgana: Como ocorre a transmissão e principais sintomas

A esgana é facilmente transmissível através de aerossóis, ou seja, secreções no ar. Daí que seja considerada uma doença altamente contagiosa entre os cães e, os animais doentes devem ser isolados.

Também pode ocorrer transmissão de esgana através de outras secreções como fezes.

Frisamos que esta doença afeta o sistema respiratório, digestivo e neurológico, pelo que a apresentação clínica pode variar consoante o cão.

Numa fase inicial os sintomas são inespecíficos. Ou seja, não são específicos da doença e podem surgir em muitas outras doenças, tal como:

  • Febre
  • Apatia
  • Anorexia (deixar de comer ou comer menos)
  • Letargia
  • Prostração

No entanto, estes sinais devem sempre servir de alerta para que leve o seu cão ao veterinário. Neste tipo de doenças, quanto mais cedo for iniciado o tratamento maior a probabilidade de o animal conseguir sobreviver.

Normalmente os sinais que surgem inicialmente são digestivos. Ou seja, vómitos e diarreias que podem ser sanguinolentas. Isto leva a que o animal fique gravemente desidratado.

Após os sinais digestivos, é usual seguirem-se os sinais respiratórios como:

  • Tosse
  • Secreções nasais purulentas
  • Secreções oculares (remelas com pus)
  • Dispneia, ou seja, dificuldade respiratória

Por último, surgem sinais neurológicos como:

  • Falta de coordenação
  • Espasmos musculares
  • Paralisias
  • Convulsões

Uma vez que se iniciam sinais neurológicos, muitas vezes os danos são irreversíveis, mesmo que o animal consiga sobreviver à doença. Ou seja, é provável que mesmo sobrevivendo ao vírus da esgana o animal sofra sequelas nervosas.

A ordem dos sintomas não é necessariamente a mencionada. Muitos cães podem inclusivamente não passar por todas estas fases e apenas demonstrarem, por exemplo, sinais neurológicos sem nunca ter passado por diarreias ou tosses.

Como é feito o diagnóstico e posterior tratamento de esgana

Para diagnosticar esta doença o veterinário irá recomendar a realização de análises ao sangue tais como hemograma em que é possível observar alterações como neutrófila (aumento dos glóbulos brancos) e análises bioquímicas.

Através destas análises, em conjunto com os sinais clínicos, o médico veterinário irá suspeitar da doença. No entanto apenas estas análises não são suficientes para confirmar o diagnóstico.

Para confirmar a presença do vírus da esgana devem ser realizados testes específicos através do sangue, fezes ou outras secreções.

O tratamento de esgana não é específico contra o vírus, mas sim de acordo com os sintomas que o animal apresenta. Na maioria dos casos é necessário hospitalizar o animal para que receba soro e medicação.

Se o animal não estiver a comer, apresentar náuseas, vómitos e diarreias podem ser utilizados medicamentos antieméticos e probióticos. Deve também ser introduzida uma dieta palatável que agrade ao animal, energética e de fácil digestão.

Para prevenir infeções bacterianas secundárias são administrados antibióticos de amplo-espetro. Para fortalecer o organismo do animal podem também ser administrados compostos vitamínicos e a alimentação deve ser forçada caso o animal não esteja a comer sozinho.

Como é feita a prevenção desta doença

A melhor prevenção contra a esgana é através da vacinação. A vacinação deve ser iniciada entre as 6 a 8 semanas de vida, período em que ficam suscetíveis devido à perda gradual dos anticorpos maternos.

Depois o plano de vacinação deve ser continuado a cada 3 a 4 semanas até aos 4 meses de idade. A perda de um reforço da vacina durante este período irá comprometer a eficácia da vacinação e, pode colocar em risco a vida do cão.

O reforço da vacina em idade adulta deve ser administrado anualmente para garantir que o animal está protegido.

Animais doentes ou com suspeita de esgana devem manter-se isolados dos outros para garantir que não transmitem a doença.

Cachorros sem vacinas ou que ainda estão na fase do plano de vacinação inicial devem evitar andar em locais com animais potencialmente doentes e não vacinados, para reduzir o risco de contágio.

Como vê esta é uma doença que pode colocar em risco a vida do seu melhor amigo. Por isso, cumpra o plano de vacinação e ao menor indício da doença, contacte o veterinário.

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